sábado, 18 de março de 2017

A arte (necessária) de largar o que quiser.

Já comecei e larguei um monte de coisas que, num certo momento, eram TUDO o que eu queria fazer da minha vida!
Seja um curso, seja ler um livro, seja uma mobília, um amor, um amigo, uma viagem, um sonho!
Sou a rainha da aula experimental, a propósito.
Sempre cadastro meu email nessas landing pages e baixo qualquer ebook que oferecem.
E tenho um quartinho dos sonhos abandonados, onde eu botei meus óculos de natação e minha bicicleta para o triathlon que não realizei, meus livros de estudos pro concurso do Itamaraty, minha esteirinha da yoga que larguei há tempos, meus CDs da aula de canto. A calça do Krav Magá tá na porta...
Gosto mesmo de experimentar. De aulas a relacionamentos.
Faz parte da minha medida de realização pessoal a quantidade de experiências que vivi e conhecimentos que acumulei.
Algumas experiências eu repetiria muitas vezes, de outras até me arrependo. Mas algo em mim, graças a Deus/ ao Universo/ à Força Superior, percebe essas piores experiências como capítulos do livro da vida devidamente estudados. Claramente, isso é uma metáfora que eu criei pra proteger meu ego frágil. Porque sempre dá uma sensação de derrota começar algo e desistir depois. Principalmente quando você falou empolgado sobre aquilo pra todo mundo. Até postou fotinhas no Insta/Face/Snap/tudo-de-rede-social-que-existe!
O blog existe por e graças a isso: as coisas que eu percebo nessas experiências se transformam em inspiração pra escrever.
E devo confessar: as piores cagadas se transformam nos melhores textos.
Acho que a experiência de viver é isso mesmo, dar vazão às várias influências que recebemos. Serve pra mim por um tempo, e depois eu largo. Mas alguém vê aquilo em mim e adota, porque se encaixa no momento que está vivendo. Enfim! Às vezes, as coisas não vêm só pra nós, mas pra alguém que será inspirado por nós. E nos transformamos nessa ponte maravilhosa da inspiração pra quem precisa recebê-la. De roupa a atitudes!
Acho super importante saber descartar sonhos e projetos.
Assim como retardamos demais pra começar alguns, podemos não soltar outros com a brevidade necessária para estarmos livres pros próximos mais coerentes com nosso momento. E por puro medo, apenas. Medo de ser julgado, de jogar fora “tanta coisa” que construímos. Pobres humanos de visão limitada!
Porque não estou aqui nesse mundo pra falar inglês fluente, ou pra ser um químico, mas pra ser o máximo que posso ser. Talvez esteja incluído nesse projeto falar fluente um idioma e ter uma graduação. Talvez não. É aquela velha história, cada um tem a sua caminhada.Só eu posso saber o momento de começar, de parar, de partir. Porque a história é minha...

segunda-feira, 13 de março de 2017

Bem-vindo ao amor real.

Como dá medo amar o falho, o imperfeito, o que não é 100% garantido. A gente sempre espera muito daquilo que ama, porque não existe amor sem investimento de energia e tempo e vamos certamente querer o mesmo de volta, do mesmo jeito, da mesma forma, na mesma intensidade. Insuportável não receber isso.


Fazer, buscar, viver, ser o que se quer de verdade. Tudo isso é arriscado demais.
Se não vingar, perde-se tudo. Porque muitas vezes a gente tem que agir diferente do que dizem ser certo, então não se trata de mais uma ou outra frustração nas curvas da vida, mas uma derrota, a prova de que não sabemos de nada e é melhor ficar quietos no cantinho e parar de inventar moda…


Portanto, só suportamos um amor com garantias. Só que isso não existe...


Eu acho que a gente sempre sabe o que quer de verdade. Mas isso exige de nós a capacidade de perceber a felicidade no simples fato de estar vivendo aquilo que o coração tanto deseja. Isso dá uma paz pra alma! Não vai ser como pensamos, provavelmente menos festivo, menos confortável. Mas vai trazer uma vitalidade incrível, e alegria espontânea. É isso o acontece quando vivemos o que queremos, verdadeiramente.


Pra mim, o amor até começa com um sentimento, um aquecer na alma, mas pra ser de verdade, tem que ter aposta. Acho isso, quem ama investe, acredita e vai, ou fica e espera um pouco. Mas compreende que não é confortável e nem por isso se melindra e desiste. Porque vale a pena, dizem. Sentem!

Comentei sobre isso com uma pessoa iluminada que Deus/o Universo/a Força Superior botou na minha vida. Conversamos bastante sobre como o amor exige aposta e ser capaz de percebê-lo quando tem formas diferentes das nossas, e que assim mesmo é tudo amor. Aí ela me disse “bem vinda ao amor real”. Eu gostei disso.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Pra onde você TEM que ir.

Perceber a si mesmo, o que é bom e o que é ruim em nós, não é fácil. Mas é essencial. Me refiro a essa coisa toda de auto conhecimento blá blá blá. De verdade, não saber quem se é, o que é seu e o que é do mundo, pode ser massante, angustiante e até caro.
Pelo menos à primeira vista, as máscaras que usamos para habitar esse mundo e se relacionar com as pessoas são mais confortáveis. Poderíamos viver eternamente com elas na cara e no coração. Mas não dá.
De repente vem uma inquietação, uma angústia, um vazio e um turbilhão de pensamentos. E aquilo tudo que te fez ser o fulano, a sicrana, e se sentir à vontade com isso, já não faz mais sentido. Medo. É tudo o que se sente.
A vida nos obriga a mudar.
E sentimos que devemos “partir em busca” de uma solução praquele incômodo, com a certeza de que nada será como antes.
Pra onde temos que ir?
Durante um tempo, o melhor lugar para se explorar é um tanto estranho, às vezes escuro, solitário. Nosso interior, nossa essência. O lugar mais misterioso que existe. Lá, nos perderemos mais ainda. Tropeçaremos em quinquilharias e escombros acumulados e esquecidos por lá há tempos! Quase soterrados por tudo aquilo, ficaremos assustados. Como ficou tudo daquele jeito?
Mas temos que ir lá. Temos que enfrentar essas cavernas e passar fome e frio e sede e medo. E sozinhos. Porque a vida, é uma aventura individual com companhias temporárias.
De lá, não sairemos os mesmos. Levará um tempo para encontrarmos algum lugar confortável. Na verdade, precisaremos criar esse novo lar, esse canto que habitaremos até sentir novamente o impulso de rever a si mesmo e se transformar... Porque sairemos de lá, do nosso misterioso interior, transformados. E perceberemos então que somos mais do que jamais imaginamos.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Tudo acontece PRA você.

Eu, como qualquer ser vivo deste planeta, enfrento meus perrengues. Às vezes, vou "na classe" e ainda consigo encontrar um sentido naquilo tudo. Outras vezes, olho pro céu e pergunto POR QUE EU? POR QUE COMIGO? Fico sinceramente intrigada sobre como as coisas dão errado e com a minha capacidade de "levar porrada". POR QUÊ?

Um sentimento de fragilidade sempre toma conta e a única vontade que tenho é de voltar pro útero da minha mãe, porque lá era quentinho (eu acho) e ela sabe resolver problemas muito melhor que eu.
Mas como isso não é possível, passo tempos e tempos ruminando aquela situação toda, como aconteceu, como fulano/sicrana pôde fazer isso comigo, como foi acontecer aquilo, como agi assim ou assado, como Deus permiti. Logo eu! Por quê?

Posso consumir muito tempo nesse processo, mas sempre tem um momento em que tudo isso cansa.
Nesse momento, as coisas se encaixam, os fatos se encaixam. E, de forma involuntária, acabo sendo obrigada a perceber minha responsabilidade naquilo tudo. Minha cabeça e meu coração não me deixam em paz até que eu reconheça tudo aquilo. E finalmente deixo "pra lá".

Se conseguíssemos enxergar a vida como uma grande escola, entenderíamos que tudo acontece PARA nosso aprimoramento. Ali, naquela experiência, muitas vezes terrível, é possível encontrar lições valiosas, que se tornam curas milagrosas para feridas profundas abertas em nós há tempos e tempos.

Muitos dizem que a dor é melhor professora que o amor. Não acredito nisso e nem desejo essa pedagogia. MAS, tenho que admitir que ficamos muito mais abertos a aprender quando nos vemos encurralados em situações angustiantes. É como se a alegria fosse, em alguns momentos, uma cortina de fumaça que pode esconder toda a profundidade de uma experiência. Eufóricos, queremos mesmo é extravasar e comemorar, e gritar e dançar. Tudo deve ser sentido ali. Tristes, nos recolhemos e nos colocamos a ouvir cada suspiro de nossa mente e coração, em busca de uma resposta, do caminho, da luz no fim do túnel. Não restam muitas opções: ou absorvemos as lições ou continuamos a ruminar e ruminar aquela situação toda…

Já li muito sobre isso, que as experiências de nossa vida são como grandes lições. Agora, como conseguir enxergar isso quando estamos feridos, magoados? Aliás, vitimizar-se é uma forma de defesa quando uma situação é dura demais para encararmos de outra forma. Chamamos atenção para nossa dor, choramos, esperneamos, queremos ser vistos… Isso é instintivo. Graças a Deus… Senão, ficaríamos definhando calados porque não conseguimos lidar. Então vitimismo, eu te absolvo e te agradeço!

Porém, o objetivo é sempre a nossa evolução, então precisaremos em algum momento lidar melhor com as situações que nos ferem e tentar absorver dali o que precisamos aprender…
Se conseguíssemos olhar um pouco além da experiência dolorosa, veríamos a nós mesmos fazendo escolhas que não condizem com nossos valores, julgando, procrastinando… Enxergaríamos nossas crenças castradoras e enganosas influenciando nossas escolhas, nossos pensamentos.

Não é fácil olhar com lupa para nosso comportamento. Quando estamos feridos, só conseguimos enxergar culpados. Como se responsabilizar por algo que nos feriu se estamos em frangalhos? Mas ali, meus amigos, naquela dor, naquela raiva, naquela angústia, naquela cobrança, há um verdadeiro tesouro. Há nós mesmos, nus em pêlo, só crença e sentimento. Melhor hora não existe para capturarmos aspectos nossos que ficam escondidos, geralmente, sob as máscaras sociais que construímos. Num veneninho destilado, numa cobrança exacerbada ou manhosa, no ciúme, podemos enxergar a nós mesmos.

Não quer dizer que o outro é inocente. Ele terá a sua paga, se for capaz e estiver disposto a olhar além. Mas como nossa responsabilidade é com a gente mesmo, então cabe a nós tentar perceber as lições que aquela experiência tem a nos ensinar. Cada um sabe de si. E ninguém falou em culpa aqui, que fique bem claro. Falou-se em responsabilidades. Auto responsabilidade. Tornar-se adulto e autônomo, e responsável pelo próprio desenvolvimento, pela própria vida. O poder de escolha é nosso, então a responsabilidade também é.

Dizem os gurus e toda essa galera que vive de ajudar os outros a se desenvolver que as respostas vêm. O próprio universo se encarrega de mandar, na forma de uma frase, uma palavra, um blog… Ufa! Menos trabalho. Afinal, já é um grande sacrifício dispor-se a olhar além de todo o sangue escorrendo na nossa cara quando estamos feridos. Mas a vida é isso, é maravilhosa e generosa… Basta coragem. Pq ela não é para covardes. Ela é pra quem vai do peito aberto...

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Cuidemos de nós...

O trecho de uma matéria sobre “detox emocional” que li outro dia ainda reverbera na minha cabeça. O autor contava que havia sido enganado pelo seu contador e que isso o deixou muito abalado. Superado o choque inicial, ele passou a analisar o próprio comportamento e conseguiu enxergar a sua contribuição para o fato. E é neste momento que ele compartilha seu insight, o tal trecho que me fez refletir. Dizia assim:
“... meu descaso com certos aspectos materiais da vida, minha ingenuidade infantil (que é bem diferente de inocência, porque revela apenas imaturidade), meu desejo eterno que alguém cuide de mim sem que eu precise estar atenta e alerta.”
O grifo é meu. Quero destacar a parte que mais me chamou atenção.

Todos queremos o melhor da vida. Se possível, apenas as alegrias. Mas sabemos que é impossível, inviável eu diria. A vida é isso mesmo, esse monte de sobe e desce que acontece por motivos diversos, mas tem a duração ou a intensidade que nós permitimos. Isso, pra mim, é autorresponsabilidade, essa sabedoria de encarar as durezas, ser grato e aproveitar as alegrias, mas sempre à frente, respondendo por tudo.

E acredito que é este o caminho para nos tornamos realmente adultos. Não se trata apenas de ter o próprio dinheiro, ou tomar as próprias decisões. Isso pode ser vivido por pessoas tão dependentes quanto uma criança. A grande questão é como isso tudo se desenrola, ou seja, como arcamos com as consequências. Implica em ser o único responsável por tornar a própria vida boa, interessante. E estar disposto a pagar esse preço, porque a própria felicidade é como o querido Mastercard…

Muitas vezes buscamos nas relações a solução para nossas questões emocionais. O parceiro fica incumbido de nos fazer sentir desejados e nos alçar à posição de indivíduo mais importante da vida. Preenchemos nosso tempo com a vida do outro, vivendo para o outro, mas não conseguimos compreender que aquela relação é apenas um aspecto da nossa vida.

Um fato bastante irônico me ocorreu outro dia. O Facebook trouxe a lembrança de fotos de ex namorados meus, todas postadas no mesmo dia, mas em anos diferentes. Que data poderosa, podemos pensar! Mas a questão principal ali, o que me fez refletir, não foi a lembrança dos que foram, mas de quem continua lá: eu.

Sobre vários aspectos da minha vida, eu tenho essa crença de que o outro precisa ou me suprir ou se responsabilizar e pronto, só me resta sentar em berço esplêndido e esperar ser nutrida. Não por acaso esse trecho  da matéria piscou na minha frente em luz neon. A carapuça serviu, sim. Eu vivo isso em muitas áreas.No amor, quero ser ratificada e posta no pedestal. Muitas vezes não percebo, convenientemente, diga-se de passagem, que eu sou a única responsável por mim e por tornar a minha vida mais interessante.

Eu sempre almejei um conforto: ter alguém que cuidasse da minha casa. Imaginava uma conta corrente com uma idealizada secretária que resolveria não apenas o cardápio do dia, mas a manutenção dos móveis da casa e se preocuparia em manter todas as contas em dia. Sim, queria alguém cuidando da minha vida. E meu dinheiro seria o dinheiro dela. Nada mal. Muito justo.

Cuidar da própria casa e responsabilizar-se por ela em seus detalhes ultrapassa em muito a decoração de um ambiente. Isso inclui um trabalho pesado que vai tomar a maior parte do tempo: cozinhar a batata doce, lavar a louça diariamente, esperar o encanador ou o técnico da TV um dia inteiro, consertar oq quebrar rapidamente. Não tem festa neste momento, e no geral é tudo muito solitário. Mas é a nossa casa, a nossa vida, nos diz respeito. Apenas a nós mesmos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Aceita que dói.

Meu assunto principal na terapia tem sido o passado. Revi e reavivei sentimentos e fatos porque me dei conta de que as minhas dores do presente são feridas abertas há tempos. Então, tive que olhar lá pro fundão da minha história.
E no meio dos fechamentos de gestalts percebi que estava acumulando mágoas por não aceitar que a vida é isso mesmo: dura, injusta, difícil, mas vale a pena.
Poderia acabar o texto por aqui, pois foi assim que me senti quando a ficha caiu: sem ter mais o que ser feito. Ora. Se algo é como é, e cada um que lide com isso como conseguir, o que mais pode ser dito? Ou melhor, a que se pode reivindicar?

Demora um tempo para perceber, mas quebrar a cara, no geral, é parte da vida.
Nada de novo. Clichê. Isso já é de conhecimento/patrimônio público.
Mas um aspecto passa despercebido. As dores vêm junto. Então viver é também carregar feridas abertas e sangrar. Faz parte. Não dá pra fugir disso. É parte do todo.
Já ouvi muito se falar da dança da vida, “vamos dançar conforme a música” alguns dizem. E acredito que abraçar os sofrimentos que vierem e chorar suas lágrimas faça parte desse repertório de “canções” que ouviremos até o fim dos nossos dias.

As decepções tendem a se acumular, porque é tudo muito duro sempre, não importa quantas vezes aconteça. E em alguns momentos nos vemos soterrados por todos os tipos de mágoas e a vontade desistir dá “no corpo todo”. (“alguém pare o mundo pra eu descer?” passa a ser o mantra diário). Em vão, tudo continua a acontecer e só temos uma alternativa, que é continuar.
Pois é, isso faz parte.
É tão certo quanto a morte, ou que o sol vai nascer todo dia e que as plantas fazem fotossíntese.
Vai doer. Algumas vezes, muito.
Ponto.

Sou bem sonhadora e otimista. Não sei como funciona a cabeça de uma pessoa negativa, mas a minha sempre enfeita com corações tudo o que decido fazer. Mas isso é um grande problema porque estou sempre às voltas com frustrações e sofrimentos.
Era o que estava tratando na terapia, os vários coraçõezinhos despedaçados que se acumularem sob os escombros dos meus sonhos. Aquilo tudo doía e doía cada vez mais. E eu me negava a suportar, porque era muito foda mesmo…
Perceber que tudo faz parte da vida me ajudou a aceitar.
Sabe o “aceita que dói menos”? Pois é, apliquei.
E tudo dói. Às vezes muito.
Mas, às vezes, é tudo lindo.
E algumas vezes eu choro no banho.
Noutras eu durmo tranquila.
E agora eu tenho certeza.
Tô viva.
E é isso.
Ponto.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Embates

Existem muitos “morreres” e “renasceres” numa relação a dois.
A cada embate, em especial, morre uma versão de mim que desconhece aspectos de si e do outro, que desconhece a própria capacidade de se superar, ou a vastidão da própria sombra. Vai-se mais um pedaço da (infinita) ignorância.
E (re)nasce um outro de mm, mais consciente de si e do outro. Por mais doloroso que seja o confronto, mais conhecedor do ser humano e das suas limitações nos tornamos.
Não há como crescer sem se relacionar. “O inferno são os outros”, diria Sartre. O certo é que os outros são, no mínimo, espelhos onde vemos refletidos o melhor e o pior de nós mesmos. Somos todos humanos.
Nesses contatos, faiscantes ou não, nos religamos depois com mais força e assertividade. As palavras foram ditas, as questões, resolvidas, os limites foram colocados e o peito foi esvaziado.
Novas batalhas podem acontecer, mas nunca iguais às primeiras, pois os sujeitos não são mais os mesmos.
Essas transformações acontecem inevitavelmente.
E se decidimos nos manter “estáveis”, tudo se torna pesado, duro. O outro é a faísca que toca essa gasolina chamada “alma”.

E aqui eu absolvo quem vai-e-volta. Nessa aparente estagnação, o indivíduo está aprimorando seus valores, sua força interior e sua capacidade de assumir as próprias escolhas. Até que a definitiva vem, junto com um novo indivíduo. Mais humano, (im)perfeitamente humano.